segunda-feira, 13 de junho de 2016

Abaixo o Mau Humor!

Abaixo o Mau Humor!


Nada, absolutamente nada, justifica o mau humor no trabalho, na família, nas relações sociais. Ele só serve para afastar as pessoas. Chefes mal humorados distanciam-se de seus subordinados que com eles não querem falar, não querem comentar nada, evitam falar das coisas sérias do trabalho. Subordinados mal humorados são horríveis. Os chefes acabam evitando essas pessoas e a cada dia que passa elas ficam mais distantes de uma promoção, criando um círculo vicioso - mau humor = fracasso = mau humor pelo fracasso.


As  pessoas que têm uma tendência para o mau humor devem fazer um esforço adicional para vencê-lo. Pessoas mal humoradas tratam mal outras pessoas e isso deve ser evitado a qualquer custo. Pessoas mal humoradas são, via de regra, igualmente "reclamonas", sentem-se injustiçadas e tem um sentimento de auto-piedade que não pode ter lugar nos dias de hoje em que precisamos ter relações sociais positivas, proativas.


Nesta semana, gostaria que você fizesse uma auto-análise e visse se você, seja chefe ou subordinado, não está "viciado" em ser mal humorado. Há pessoas que pensam que ser mal humorado seja sinônimo de "seriedade". Nada mais falso. Lembre-se que o bom humor é um dos mais visíveis sinônimos de inteligência.


Pense nisso. Sucesso!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Manual do Jornalista Vendido



Você não consegue emprego em um grande veículo ou foi demitido por escrever bobagem demais? Tudo isso, só, porque é um militonto de esquerda? (apesar que todo militonto é de esquerda) Está revoltado e quer se vingar? Siga os 10 passos do manual e seja um jornalista e/ou blogueiro famoso na esgotosfera. Sucesso!


  1. Jornalismo imparcial só existe na universidade! Tanto faz ser de direita ou de esquerda, escolha sempre o lado que lhe paga mais.

  2. Obviamente, petistas pagam mais!

  3. Caso seus leitores sejam petistas, pode parar por aqui, pois qualquer coisa que você escrever, eles irão acreditar. Se não forem, siga adiante.

  4. O importante é sempre agradar aos petistas. Esqueça seu caráter, sua ética e seu senso crítico. Sempre escreva textos positivos.

  5. Diga que os petistas são a solução de todos os problemas. O importante é fazer os leitores acreditarem que tudo de bom não existia antes do PT. Convença que a totalidade da existência era ruim antes dele. Inclusive as coisas ruins feitas por petistas ponha a culpa em quem veio antes.
  6. Caso surjam notícias negativas, siga os seguintes passos:
    I. diga que é mentira.
    II. Se provarem ser verdade: diga que não tem nada demais.
    III. Se a última não funcionar: diga que todo mundo faz o mesmo.
    IV. E o mais importante: instrua o petista a se fazer de vítima. Mas fique tranquilo, nisso eles são expert.

  7. Quando se referir à grande imprensa, chame-a de “mídia”. É sempre bom fazer média com os petistas. Eles adoram...

  8. Além de chamar de “mídia”, alimente a teoria conspiratória do PIG (Partidos da Imprensa Golpista). Diga que o PIG quer enfraquecer as instituições. Se seus leitores acreditarem, ficará muito fácil desmerecer qualquer matéria com: “E quem acredita no PIG?”

  9. Quando perder um debate, seja agressivo com os oposicionistas. Sempre os ofenda com frases interrogativas. Por exemplo: “Você é tão idiota quanto parece, seu alienado?”

  10. Se lhe faltar argumentos encha o texto com “Hahaha!”, não importa para qual veículo ou meio escreva. Tente ser irônico, mesmo que não consiga, pois o importante para ser um jornalista vendido é saber fingir.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

"Candida Dilma"


Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras por oito anos, de 2003 a 2010. O período coincide com a generalização da rapinagem da empresa pelo lulopetismo. Com inocência capaz de convencer um ogro, ela espalhou que durante todos esses longos anos nada viu, pressentiu, intuiu, sentiu ou qualquer outro "iu" sobre a pilhagem crescente da estatal. Santa Dilma, ou melhor, Cândida Dilma (antológico personagem de Molière, com personalidade de credulidade equivalente ao nome). Acreditou nas maquiagens e na demagogia da redenção do País pelo pré-sal.

Ingênua e limpa, Dilma não sabia estar cercada de raposas e hienas. O malvado Lula colocou-a na posição de presidente do Conselho (o mais importante cargo para acompanhar, fiscalizar, decidir os destinos da Petrobras), contando com sua ingênua e compulsiva complacência, para executar a operação da roubalheira sem fim - ou melhor, até quebrar a empresa.

Dilma se revelou uma Presidente de Conselho sob medida. Exaltava "resultados". Anunciava, junto com o Chefe, obras gigantescas, diante das quais o rei da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, se sentiria um nanico. As obras hoje estão paradas ou canceladas; centenas de milhares de trabalhadores, desempregados; e muitos bilhões de reais enterrados. A descoberta do Petrolão, destaque na gestão Dilma, mostrou como viabilizaram o esquema criminoso que fez jorrar propinas em números estratosféricos e quase levou à falência da Petrobras. Mas Dilma, que nada sabia, ou por saber e nada fazer, consolidou sua posição com o Chefe para ser sua fiel sucessora. Ignorava o que a esperava? Vivia numa espécie de autoengano?

No seu primeiro ano como presidente (2011), por força de revelações sobre a herança corrupta dos anos Lula, alguns ministros caíram. Dilma ganhou, de graça, a alcunha de "faxineira". E passou a arquitetar sua obra mais marcante: a redução das tarifas de energia. Assumiu para si a autoria. Depois de alguma euforia, aconteceu o inevitável: o engodo apareceu, destruiu o setor elétrico e de energia de modo geral, que levou junto, para o brejo, a imagem de "gerentona" que se tinha dela até então. Dilma passou a ser associada a mais desastrada gestão pública de nossa história contemporânea. O país começou a estagnar. Numa corrida alucinada, Dilma criminalizou o debate nas eleições de 2014 e realizou o maior estelionato eleitoral de nossa história.

Na nova posse de Dilma, já não lhe restava nenhum atributo. Ao contrário. Desnecessário mencionar os pouco generosos adjetivos (e substantivos) atribuídos a ela pelos brasileiros. No segundo mandato, ela replicou a gestão temerária e a licenciosidade. Praticou fraudes e falsificou contas públicas. Ao mesmo tempo, a Lava Jato começou a revelar uma permanente e crescente corrupção como modo petista de governar. O "Fora Dilma" sintetiza tudo. Seu papel na história deve merecer destaque pela desaprovação em massa, principalmente nas ruas do Brasil e nas redes sociais. Ela merece. Fraudou as esperanças dos brasileiros e nos faz regredir de forma inédita. Sem nenhuma perspectiva de mudança, a não ser a xepa desesperada e vergonhosa que só acentua o pânico por perderem o poder corrupto por eles instaurado.

Seu julgamento pelo Congresso Nacional está em vias de se consumar. Votado o impeachment na Comissão da Câmara, vamos ter em seguida um momento único para o início da recuperação da imagem do Parlamento, pela sintonia com os anseios da sociedade. Nenhuma manobra de última hora será aceita. Não se trata de punição. Apenas Dilma e o lulopetismo são uma fraude com a qual os brasileiros já não suportam conviver.

Basta!

terça-feira, 15 de março de 2016

O princípio da moralidade administrativa


Apenas a burrice ou cinismo pragmático da petelândia não sabe que a nomeação de Luiz Inácio Lula da para qualquer ministério da Dilma é um ato jurídico automaticamente anulável. O jurista Modesto Carvalhosa, entrevistado ontem à noite no programa Roda Viva, da TV Cultura, advertiu que Lula pode até acabar preso por tentativa de enganar a Justiça. A maior expectativa é que, antecipando-se à manobra de Lula, o juiz Sérgio Moro decretasse a prisão de Lula, antes da nomeação. A corrida contra o relógio promete ser intensa nesta terça...

Nas redes sociais, magistrados espalhavam ontem uma tese interessante sobre como Dilma pode se prejudicar, ainda mais, se nomear Lula seu ministro. Nomear ministro de Estado, com desvio de finalidade, implica violação ao princípio da moralidade administrativa (art. 37, caput, CF/88; art. 2º, caput, Lei 9.784/99). Violar um princípio da administração pública (como a moralidade administrativa) implica ato de improbidade administrativa (art. 4 c/c artigo 11, caput e inc. I, Lei 8.429/92). Constitui crime de responsabilidade do Presidente da República qualquer ato que atente contra a probidade administrativa (art. 85, V, CF/88). Conclusão: Presidente da República que nomeia ministro de Estado com desvio de finalidade pode responder por crime de responsabilidade.

Em tese, única chance Lula da Silva escapar, momentaneamente, do juiz Sérgio Moro, na operação Alethéia da Lava Jato, seria se tornar Ministro de Dilma Rousseff o mais depressa que puder. Lula só não pode esquecer que, outro dia, o Brasil assistiu à inédita prisão de um Senador em pleno mandato (o agora delator premiado Delcídio do Amaral - considerado "traíra" pela cúpula petista que o abandonou). No clima presente, nada custa que ocorra a inédita prisão de um ex-Presidente da República que se tornou ministro, de forma canalha, apenas para ter um absurdo foro privilegiado. Seria o prêmio justo e perfeito para o verdadeiro "ministro da avacalhação"

Nomear Luiz Inácio Lula da Silva é um suicídio político. A Secretaria de Governo (uma Presidência paralela?) está à disposição dele. A transferência do processo do caso do Triplex e do Sítio, de São Paulo para Curitiba, causou o cagaço máximo capaz de convencer Lula ao ato politicamente suicida de se tornar subordinado de mentirinha da Dilma, em troca de um vexatório foro privilegiado de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal - escapando do temido e popular Moro, o "Homem de Gelo", maior herói nas gigantescas manifestações históricas de 13 de março de 2016.

O ato burro de desespero de Dilma para proteger Lula tende a acelerar o processo de impeachment da Dilma. O réu na Lava Jato e ainda Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, adverte que o impedimento da Presidente pode ser votado em até 30 dias. A tramitação pode chegar a 45 dias, dependendo do quórum de pelo menos 51 deputados para abrir uma das sessões previstas para o caso. Dilma teria 10 dias para a defesa. Outros cinco seriam de votação na comissão de 65 membros que vai admitir o impeachment, até a votação final em plenário. Se o PMDB confirmar o rompimento com o desgoverno, tudo tende a ser ultra-rápido...

O Brasil vai reagir ao golpe sujo e ilegítimo de nomear Lula ministro. Dilma vai cair mais depressa, e Lula irá junto com ela - ou até antes dela. Lula, no Ministério, será o atestado de quem manda, de verdade, no desgoverno do crime organizado. Seu ato final de desespero, tende a ser fatal. Em Brasília, o mito em decadência ficará muito exposto e sob risco. A Jararaca vai tomar pau e terminará lavada a jato...

Te cuida, Ministro $talinácio... Você está prontinho para tomar um "cheque"-mate. Neste jogo, quem perde - porque levou algum cheque indevido de empreiteira em seu instituto ou empresa - acaba no xadrez...


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A FROUXIDÃO DO SER TUPINIQUIM

Como é que se muda um país de cordeiros, que se comportam como crianças, onde acreditam ser os mais espertos do planeta, mas na verdade não passam de um bando de otários e arrogantes?

Uma nação composta por pessoas babacas,  irresponsáveis e mediocres, que nunca se rebelam contra nada, que pensam apenas nos próprios umbigos e na providência divina para protege-los. E sempre em se dar bem de alguma maneira.

Passou da hora deste povo que briga com o vizinho para fazer valer os seus diretos por conta de um som alto, mas se acovarda quando é para brigar com alguém "maior" ou mais poderoso, e se apateta quando é feito de otário em momentos de lazer, ou diante de gente "poderosa" ou "famosa".

O povo brasileiro ainda não conseguiu sair da pré adolescencia, e pelo visto vamos levar mais uns 30 anos nisso.

Tem-se presente que a covardia passou a assumir a ordem do dia. Somos assaltados em todos os sentidos. O governo acintosamente nos rouba com as suas injustas tributações e, além de embolsar grande parte do dinheiro que nos é arrancado, distribui o restante em inúteis empreendimentos demagógicos encobertos sob a capa da moralidade intitulada como social.

O povo brasileiro, tão anestesiado, ou melhor, em coma, nos raros momentos, quando acordado, parece um zumbi que alimenta um canibalesco, caríssimo e corrupto executivo, sem que sejam esquecidos o igualmente voraz legislativo e o inútil judiciário, todos focados nos próprios interesses.

Ao judiciário, totalmente perdido, igualmente arrebatador do conteúdo dos bolsos do contribuinte, não sabe o que fazer e quando faz alguma coisa, a execução é de forma ineficiente e desacreditada. Daí, a violência grassa em todas as direções, originária da incompetência e desmandos dos diversos escalões dos Três Poderes que a República nos impingiu. O povo tonto e desorientado é a única vítima.

Até quando os homens de coragem e decisão assistirão inertes, o Brasil se acabar? Será que ao longo das sucessivas gerações as transmissões genéticas vindas dos heróis – derramaram sangue para nos legar este imenso território para o projetarmos no mundo como uma grande nação denominada Brasil – sofreram mutações degenerativas que originaram um povo frouxo? Será que foi injetado na barriga de nossas mães material deteriorado e hoje somos uma nação de covardes?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

obviedade ululante

O governo assaltou e arruinou a Petrobrás. A tese mais elementar era esta: parte do dinheiro roubado foi desviada para as campanhas de Lula, Dilma e tutti quanti.

No Brasil, o elementar nem sempre se impõe. Almas generosas dizem: não há provas de que os milhões roubados da Petrobrás foram usados em campanha. Todo o dinheiro foi registrado no TRE: contribuições legais. As empresas que doaram são as mesmas do escândalo. O dinheiro da propina foi simplesmente lavado. As almas delicadas não acreditam que tenha havido dinheiro sujo na campanha e não fazem a mínima ideia de para onde voaram milhões de dólares. E consideram que está tudo bem com a lavagem de dinheiro, embora isso seja um crime punido por lei.

Agora a casa caiu. A prisão do marqueteiro João Santana mostra que ele recebeu dinheiro do escândalo do petróleo como pagamento pela sórdida campanha de 2014.

Fechou-se o quadro. Ele já estava desenhado no celular de Marcelo Odebrecht. Numa das anotações falava que as contas na Suíça poderiam atingir a campanha dela. Quem é ela? Se afirmar que é Dilma, as almas generosas vão dizer: há milhões de outras mulheres no Brasil.

Delcídio Amaral já havia advertido Dilma de que a prisão de Marcelo Odebrecht atingiria sua campanha, porque a empresa pagou a João Santana no exterior. Mercadante teria dito: a Odebrecht é problema do Lula. Solidariedade zero entre eles.

Agora, vão dizer que o dinheiro de Santana foi ganho em campanhas no exterior. Ele fez algumas, no universo da esquerda latino-americana. Todas pagas regiamente. Acontece que ele enviou o dinheiro do Brasil. Por que as campanhas lhe pagariam aqui? Acontece que recebeu durante a campanha de Dilma. Por que as campanhas de fora pagariam fora do tempo?

E como se não bastasse: que outras campanhas levaram dinheiro de propina de Keppel Fels, que tem um estaleiro no Brasil, opera com a Petrobrás, e seu lobista Swi Skornicki, destinatário de um bilhete da mulher de João Santana, Mônica, orientando-o a depositar os dólares no exterior?

As descobertas da Lava Jato apenas demonstram com provas uma tese cristalina: roubaram para permanecer no poder e acumular fortunas. Mas, sobretudo, para prosseguir no governo, entupindo as campanhas de dinheiro sujo.

Tecnicamente, a Lava Jato seguiu o caminho real: o dinheiro. É em torno da grana que eles giram como mariposas.

Além da cooperação suíça, as autoridades norte-americanas foram rápidas em enviar seus dados. Os suíços mantiveram sua disposição de colaborar.

Enfim, o cerco se fechou, uma parte considerável do mundo se alia ao povo brasileiro no esforço não só de punir os responsáveis, mas também de recuperar o dinheiro roubado.

E o governo, os políticos, os brasileiros, em tudo isso? O que era apenas uma tese que já balançava Dilma se tornou um fato comprovado com documentos. Aliás, mais documentos do que em outros casos da Lava Jato.

Se fosse uma partida de xadrez, diria que o governo levou um xeque-mate. Antes apenas se falava que a campanha de Dilma foi feita com dinheiro roubado. Agora todos sabem.

Mas o PT não é um jogador de xadrez comum , e não só porque atropela regras. Ele se distancia da própria realidade. Xadrez? Não estou vendo o tabuleiro. Antena no sítio de Atibaia? Lula não usa celular. Prisão do marqueteiro? O PT não tem marqueteiro, é apenas um senhor que nos ajuda.

De qualquer forma, será difícil acordar todas as manhãs, num país mergulhado em crise econômica, e pensarmos que ele está nas mãos de um grupo que roubou para vencer.

E não será apenas uma certeza política. Estarão lá, diante de nós, as contas no exterior, os dólares enviados, as transferências, conversões – enfim, toda a trajetória do fio condutor a que eles estão ligados: a grana.

De qualquer forma, o episódio é um momento de otimismo, na medida em que precipita a queda de Dilma. Como as crises estão entrelaçadas, uma solução política poderia dar algum alento à economia e se um projeto de transição sério fosse levado até 2018.

O PSDB voltou do recesso dizendo que votaria os projetos de interesse do País ao lado do governo. Isso me parece correto, pois sempre fui contra as pautas-bomba que explodem no bolso dos contribuintes. No entanto, não se deve acreditar ser esse o grande problema da oposição. Seu problema é não focar na saída da crise: o impeachment. E não trabalhar com uma ideia mais clara da transição.

Olhando para o futuro próximo, não faz sentido dizer que vota a reforma da Previdência só se o PT votar também. É um tema inescapável na transição.

Orientar-se pela posição do PT é, de uma certa forma, antecipar uma disputa em 2018. Não sabemos direito como será 2018 nem se haverá PT. O problema é achar um rumo para a transição e fazê-la acontecer com a queda de Dilma.

Os acontecimento da semana mostram que o jogo de empurrar com a barriga é apenas um esforço para levar Dilma até 2018, tudo bonitinho, faixa passada. A realidade, por meio de uma investigação competente, com apoio internacional, mostrou mais uma vez que é preciso pegar o touro à unha.

Os que esperam 2018 deveriam considerar apenas como ele será muito pior se nada for feito. Com que cara o Brasil chegará lá, dirigido por um governo corrupto, incompetente, politicamente nulo?

Quem sabe faz a hora ou espera acontecer? Ao contrário da canção, às vezes, acho melhor esperar acontecer. Mas, no caso específico, há um sentido de urgência.

Continuar com esse governo vai desintegrar o País. Uma terrível animação de Hong Kong já mostra a Baía de Guanabara poluída, atletas vomitando, a estátua do Cristo Redentor fazendo toneladas de cocô. É uma peça de humor. Mas se parece muito com o pesadelo que vivemos no Brasil.



FERNANDO GABEIRA*

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Se cavar achar!



Aumentou o número de empresas do consórcio que reformou de graça para Lula o sítio que ele jura que não é dele, mas de terceiros.

Eram três até ontem – OAS, Odebrecht e a Usina São Fernando de José  Carlos Bumlai, migo de Lula, benfeitor de sua família, preso desde o final de novembro último pela Operação Lava-Jato.

A Folha de S. Paulo, em sua edição de hoje, confirmou o que o jornal Valor havia publicado, mas foi além: a Oi fez parte do consórcio.

Amigo de Lula, o ex-sindicalista José Zunga Alves de Lima foi o responsável por conseguir a instalação, em 2010, de uma antena de celular da Oi próxima ao sítio da família Lula em Atibaia, interior de São Paulo.

Em 2005, a Oi comprou por R$ 5,2 milhões participação minoritária na Gamecorp, empresa de Fábio Luís, um dos filhos de Lula.

Três anos depois, segundo a Folha, Lula mudou a Lei Geral das Telecomunicações para permitir que a Oi comprasse a Brasil Telecom.

A antena de celular foi um presente dado a Lula por Otávio Marques de Azevedo, presidente da AG Telecom, uma das controladoras da Oi e parte do grupo Andrade Gutierrez.

A Andrade é acusada de participar do saque à Petrobras, assim como a OAS e a Odebrecht. Azevedo, principal executivo do grupo, ficou preso por quase oito meses e é réu por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Para construir a antena, a Oi alugou um terreno a cerca de 100 metros da entrada do sítio. Estima-se que a obra custou cerca de R$ 1 milhão entre equipamentos, licenças e taxas.

A Anatel informou à Folha que a antena está equipada com tecnologias 2G e 3G, que permitem chamadas de voz e acesso à internet. Nenhuma outra operadora de celulares cobre a zona rural de Atibaia.