quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Como Assim Feliz Natal?!?!




No Brasil, como comemorar um Natal à beira do abismo? Sim. Passamos o ano todo diante de más notícias e, de repente, noite feliz, noite de paz, rabanadas, castanhas e perus? Que peru? Comê-lo-emos ou seremos comidos? Estamos assistindo a uma desmontagem do país e de repente ficamos felizes? Este Natal chega com o bruto agravamento da crise brasileira. É terrível, mas estamos constatando que talvez o Brasil seja impossível de salvar. Talvez em nossa história tenham se consolidado erros que se somam numa trama maldita, numa mixórdia que determinará para sempre nosso futuro. Talvez não tenhamos futuro. Talvez estejamos descobrindo que nossos erros presentes e nosso atraso são eternos. Como conciliar divergências e os interesses mais sujos da política com a necessidade de reformas administrativas e sociais? O Executivo não quer ou não tem poder para dialogar com o Congresso entre chantagens e oportunismo.

Estes últimos 13 anos mostram a infinita capacidade de errar de um governo de gente que quer se vingar e refazer o sonho maluco de 1963, quando jovens achavam que iam conquistar o socialismo sem armas e com a ajuda do Jango, o presidente da República. Naquela época havia uma romântica ingenuidade, uma beleza na coragem e no martírio, mas, com o passar do tempo, só restou o delírio daquele sonho ideológico que nos moveu, ficaram só os maus motivos, ocultos sob a luz da coragem. E todos foram adotados pelo PT e pelos aliados. Com eles, só restaram os antigos defeitos.

Quais?

Por exemplo, daquela época sobrou o desprezo pela democracia e pela sociedade civil (mesmo se falando em nome dela), continuou o sonho de um grande Estado provedor, ficou o velho rancor contra os empreendedores que fizeram o país, ficou o ódio e o simplismo de achar que a história tão complexa hoje é apenas a luta entre opressores e oprimidos, ficou a santificação da pobreza como prova de pureza de alma, ficou o despreparo político daqueles tempos quando o marxismo-leninismo era apenas um pretexto, pois ninguém lera nada. A ignorância era louvada como um direito dos “guerreiros do povo brasileiro”, que, por tamanha coragem, não precisavam estudar.

Ficou no ar a louvação que Lula fez da própria incultura, ficou a arrogância com que eles se sentem superiores a nós – “burgueses alienados”. Continuou a incompetência daqueles tempos, quando, além de diagnósticos esquemáticos sobre o Brasil, ninguém sabia como agir. Ficou (e se desenvolveu galhardamente) a tese de que é permitido expropriar (eufemismo para roubar) grana de empresas públicas para utopias ridículas. Ficou o ódio estúpido ao mercado, que é a expressão da vida social desde as cavernas, ficou o mesmo ideal babaca que embalou os bolivarianos com os resultados que vimos na Venezuela e na Argentina, ficou a teimosia vista como obstinação, ficou a tese de que a mudança de ideias é um desvio da linha justa, chamado de aventureirismo ou sórdido revisionismo. Mudar é trair. Ficou a burrice de quererem governar um país capitalista com métodos “socialistas”.

Ficou visível que o DNA dessa gente que nos ocupou é imutável, mesmo com acrobacias mentais de alguns intelectuais orgânicos para justificar essa cag#*&, ficou o desejo vagabundo de substituir a realidade por outra realidade que não sabem qual é, ficou a preguiça de administrar como sendo uma coisa também menor, comparada às tarefas “revolucionárias”. Ficaram os olhos iluminados pela crença no absurdo.

Esse esquematismo ideológico, somado aos obstáculos legislativos, somado à imensa estupidez popular, somado à falta de educação e o analfabetismo funcional, é o contrário de tudo que devia ser feito. Já estão aí os sinais.

Dá para prever.

A chegada de Nelson Barbosa ao Ministério da Fazenda já prepara a volta da fracassada “nova matriz econômica”, com a finalidade de criar um novo populismo de consumo, mesmo quebrando o Estado, para enrolar o povo e salvar o governo até 2018. Os “meios” errados nos levarão a “fins” errados.

Os gastos públicos não serão cortados e aumentarão muito.

A inflação vai continuar crescendo, pois eles não ligam para a “inflação neoliberal”. A economia continuará a ser ditada pela Dilma, com o obediente Nelson Barbosa batendo cabeça.

A Lei de Responsabilidade Fiscal será desmoralizada definitivamente.

Ou seja, leitor, desculpe o mau jeito, mas abandone toda esperança.

Provavelmente não haverá impeachment porque a engrenagem do medo e do oportunismo cordial entre partidos criam um sarapatel de obstáculos que paralisam tudo.

Claro que Dilma jamais renunciará. Não haverá ajuste fiscal nenhum. Não haverá reforma alguma nem na Previdência, nem em nada, o desemprego vai aumentar, tudo que foi modernizado há 15 anos será jogado para o passado mais escroto dessa matriz econômica que nos empobrece (em nome dos pobres), a conjunção astral de forças do “mal” está a nos condenar a um futuro imutável.

O Brasil vai voltar para seu estado primitivo, alheio à modernidade internacional. Já somos considerados o país mais autodestrutivo do mundo. Sinto muito, amigos, mas acho que nada vai melhorar. Nada. Este Natal é a porta para um ano desastroso.

Mas há uma vitória: Dilma está realizando seu sonho de ex-guerrilheira – acabar com o capitalismo. E ela está conseguindo.

domingo, 30 de agosto de 2015

O Engavetador Geral da ResPública



Ê Janot… O homem está virando o Engavetador-Geral de Dilma! Procurador contesta Mendes, nega-se a investigar gráfica suspeita que trabalhou para o PT e ainda se atreve a dar pito no TSE!!!
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, está se saindo melhor do que a encomenda feita por… Dilma Rousseff, não é mesmo? Já tratei aqui muitas vezes de sua determinação, até agora inamovível, de NÃO INVESTIGAR a presidente (sim, pode!!!) e outros membros do Poder Executivo no escândalo do petrolão. Como a gente nota, parece que a roubalheira, que tinha, obviamente, o PT no centro nervoso, exibe como protagonista… Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. É claro que é uma piada!
Muito bem! O ministro Gilmar Mendes, do TSE e do STF, havia pedido para o Ministério Público investigar os gastos de campanha de Dilma com a gráfica VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda. Segundo o delator Ricardo Pessoa, dono da UTC, parte dos R$ 26,8 milhões que o PT repassou a essa empresa teve origem no petrolão. Só a campanha de Dilma gastou com a VTPB R$ 23 milhões.
Muito bem. Nem vou me dedicar aqui a fazer juízo de valor sobre a culpa ou inocência da gráfica. O que é estupefaciente é a resposta dada por Janot ao recomendar o simples arquivamento do caso, sem investigação nenhuma. Escreveu este pensador do direito:
“É em homenagem à sua excelência [Gilmar Mendes], portanto, que aduzimos outro fundamento para o arquivamento: a inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas – exagerados – do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição Federal trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores”.
Eu realmente não sei — e duvido que alguém saiba — o que quis dizer precisamente este senhor. Ora, olhem para a Operação Lava-Jato. Se há coisa que o MP não teme é o “protagonismo exagerado”, não é mesmo? O órgão decidiu até patrocinar uma PEC com 10 medidas que considera essenciais para combater a impunidade. Eu diria que um MP que se comporta como Poder Legislativo exerce “protagonismo exagerado”. Ou não?
Mais: procuradores e o próprio juiz Sergio Moro têm uma agitada rotina de palestras país afora, em que avançam, com retórica às vezes condoreira, em propostas de reforma do Código Penal e do Código de Processo Penal. É o que se chama “protagonismo”. Em artigo, Moro chegou a defender que pessoas condenadas em primeira instância já comecem a cumprir pena. Até ele achou que exagerou um pouco e reformulou, sugerindo que seja a partir da segunda. Protagonismo.
Por que só com Dilma?
Por que Janot recomenda comedimento justamente quando o assunto ameaça bater às portas de Dilma Rousseff? Ele não viu indícios de irregularidade na tal gráfica? É um direito dele. Ocorre que o que vai no trecho acima e em outros nada tem a ver com o caso em questão. O que se lê ali é uma espécie de norte (a)moral a sugerir que a legitimidade dada pelas urnas esmaece eventuais crimes cometidos pelos eleitos. Justiça e Ministério Público Eleitoral não têm de ter “protagonismo” nem demais nem de menos; nem comedido nem exagerado. As duas instâncias têm apenas de cumprir o seu papel.
O parecer de Janot é do dia 13 de agosto, redigido, pois, na semana seguinte à decisão tomada por Dilma, que o indicou para um novo mandato à frente da Procuradoria-Geral da República, com posterior aprovação do Senado.
Ora, há quatro ações no TSE apontando ilegalidades cometidas pela campanha de Dilma Rousseff. Janot não se contenta apenas em expressar a opinião de que a tal gráfica não deve ser investigada. Ele decide também polemizar com o próprio TSE e parece emitir um juízo de valor sobre todas as ações que lá estão. Leiam:
“Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobrevêm, os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”.
Ou ainda: “A questão de fundo é que a pacificação social e estabilização das relações jurídicas é um das funções mais importantes de todo o Poder Judiciário, assumindo contornos de maior expressão na Justiça Eleitoral, que lida ‘com a escolha de representantes para mandatos temporários’”.
Ora, se é assim, então que não se apurem os crimes eleitorais, certo? Janot, como se vê, vai bem além das suas sandálias e decide ensinar aos ministros do TSE a fazer o seu trabalho.
Parece que o procurador-geral da República acha normal que o MP se comporte, às vezes, como Executivo, Legislativo e Judiciário, assumindo, adicionalmente, o papel de Poder Moderador.
Uma coisa, no entanto, com ele, este Poder Soberano da República não vai fazer, e já está claro: investigar qualquer coisa que possa atingir diretamente Dilma Rousseff.
Aí Janot não deixa. Engaveta mesmo!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

CARTA ABERTA

“SENHORA PRESIDENTE
Valmir Pontes Filho
Advogado

É absolutamente inegável que a desastrada política econômica adotada por V. Exa., ainda que em parte “herdada” do seu antecessor, “quebrou” o Tesouro Nacional, fazendo retornar o nosso País a uma era que todos julgávamos ultrapassada de vez: a da recessão com inflação, a do desemprego, a da falta de confiança dos investidores internos e externos. Apostas indevidas, senão irresponsáveis (a depender do que apurado for), dos órgãos paraestatais de financiamento, inclusive do BNDES e da CAIXA, deixaram o Brasil empobrecido e desgastado, isto sem falar na utilização (supostamente) errônea das chamadas “pedaladas fiscais”, fato a proximamente confirmado (ou não) pelo Tribunal de Contas da União.
Agora chega aos brasileiros a informação que o déficit nas contas públicas quase chegou na casa dos dois bilhões de reais. Espantoso, isto, a provar que Governo Federal gastou o que não tinha. A brutal retração da economia, dentre todos os malefícios que causa, produz, como já dito, o mais cruel deles: o desemprego. Parafraseando o poeta, Sra. Presidente, o homem, sem o seu trabalho, não tem honra… e sem honra, não dá para ser feliz.
Os juros estão na órbita de Plutão e, de certo, serão detectados pela sonda americana que lá se encontra. Os cobrados pelos cartões de crédito em um ano, por exemplo, só seriam compensados pelos depósitos em poupança depois de 22 anos (foi o que ouvi de um respeitado economista). Não há crédito para nada, seja para comprar um liquidificador (coisa antiga, não é?), seja para máquinas agrícolas ou industriais. E os que existem são restritos e caríssimos. Vivemos o pior dos cenários, qual o da estagflação.
O Brasil, por obra e graça de um evidente despreparo governativo, restou desmoralizado perante o mundo, quando deixou às escâncaras que sua maior empresa – a Petrobrás (só ela?) – foi dirigida (ou continua a ser?) – por gente capaz das práticas de corrupção mais pérfidas já imaginadas. Montanhas de dinheiro, que a massa ignara, mas trabalhadora, jamais conseguiria “escalar”, mesmo que à custa de muito suor, foram destinadas às contas pessoais de alguns energúmenos, tanto aqui e como alhures. Receberam indevidamente, esses marginais, não só dinheiro, mas até obras de arte, automóveis de luxo e imóveis. E a Sra., que foi Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, que depois virou Ministra da área e, finalmente, virou Presidente (com “E” no final, faço questão de frisar) da República, de nada sabia?. Onde, enfim, a sua outrora decantada capacidade gerencial?
Os Estados e Municípios, privados da participação (constitucionalmente assegurada) na arrecadação tributária da União (que se vale de artifícios vedados pela CF para tanto, ao arranjar contribuições que não se enquadrem na categoria de impostos), ficam impossibilitados de sobreviver. O caso do Rio Grande do Sul, Presidente, é apenas a ponta de um imenso iceberg. Ao invés de se concluir a transposição de águas para o Nordeste, às voltas com uma cruel estiagem de quatro anos, o Brasil constrói um porto em Cuba. Inadmissível, isto!
Na elevada condição em que se encontra V. Exa., a Sra. permitiu o inchaço desmurado da máquina administrativa federal, com a criação de Ministérios (ou de “Secretarias” como mesmo status), como os coelhos se reproduzem, tudo para acomodar os integrantes do seu partido em cargos comissionados (ou “de direção”, nos quais apenas deviam estar os motoristas).
Permitiu que seu execrável (na minha humilde opinião) antecessor (em quem desgraçadamente cheguei a votar) continuasse a ter formidável influência no governo, por si ou por seus (ou suas) ajudantes, embora se trate ele de um homem que assumiu a mentira como algo intrínseco à sua personalidade e, quem sabe, às suas próprias moléculas orgânicas. Um dos seus maiores méritos, pelo que soube pela imprensa, é ter ensinado seu filho a ser um “fenômeno” (que o Ronaldo, o genuíno, me perdoe pelo uso da expressão).
Por muito menos, já que auxiliares diretos seus foram acusados de crimes (de pequena monta, comparados aos atuais), Getúlio Vargas cometeu um gesto insano, radical e rigorosamente condenável pelas Leis de Deus. Não estou, portanto, nem de longe a sugerir que a Sra. faça o que ele fez! Tal caminho, como espírita que sou, é o inadmissível. Mas, por favor, RENUNCIE, é o que lhe rogo como reles cearense e, portanto, cidadão de terceira categoria deste País (ao qual tanto amo)
.
O Brasil já passou (tenho 64 anos e, portanto, vivenciei sofridamente alguns deles), e continuo a passar, por momentos tão difíceis que, caso um novo processo de impeachment seja deflagrado, sinto que isto seria terrivelmente desgastante. Ninguém, estou certo, quer esse cenário. Nem deseja, garanto-lhe, o seu mal. Todos querem, inclusive eu, que a Sra. seja feliz ao lado de sua filha, seu neto e demais familiares, a cuidar do seu próprio e do destino deles. Repito: num gesto heroico e de humildade, RENUNCIE. Desculpe-me a franqueza, mas a Sra. não foi talhada para o cargo que ocupa. Notadamente quando me lembro de Juscelino ou de Tancredo, por exemplo.

Se a Sra. foi legitimamente eleita, lembre-se que legitimidade tanto se conquista como se perde. Tanto que, em algumas democracias, existe o recall. Haverá, de certo, quem cuide melhor do Brasil do que a senhora. É isto o que tinha, desesperada, mas respeitosamente, a lhe dizer. Que Deus lhe ilumine.
F: direitoce.com.br

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A RAPOSA NO GALINHEIRO

Pegaram de novo

Presidente não pode autorizar despesas que não estejam autorizadas no Orçamento, este aprovado pelo Congresso

Roberto Setúbal não pode tomar dinheiro emprestado no Itaú, assim como Lázaro Brandão não pode se financiar no Bradesco. Não podem nem ter cheque especial nos bancos que presidem e do qual são acionistas. Isso é para proteger a instituição financeira, seus clientes e o sistema. Se o dono pode sacar no caixa do banco, é imenso o risco de que se abra um saco sem fundo. Já houve quebradeira pelo não cumprimento dessa regra no setor privado.

No setor público, a norma faz ainda mais sentido. O Tesouro (a União, o governo) não pode pegar dinheiro emprestado nos seus bancos — e isso para proteger a instituição, os clientes, o sistema e os contribuintes, estes os donos em última instância, embora raramente respeitados.

Além disso, o/a presidente da República não pode autorizar despesas que não estejam autorizadas no Orçamento, este aprovado pelo Congresso — um sistema muito eficiente, embora nem sempre respeitado.

Está aí a base da Responsabilidade Fiscal. E que foi claramente desrespeitada no governo de Dilma Roussef, como afirma o relatório do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União.

O caso mais simples: o seguro-desemprego é um programa mantido pelo governo federal, pelo Tesouro, com recursos previstos no Orçamento. A Caixa é agente, faz os pagamentos aos segurados, com dinheiro que recebe do Tesouro. Presta um serviço, para o qual, aliás, é remunerada. Portanto, se a Caixa não recebesse os recursos do Tesouro, não poderia pagar aos segurados. Não deveria, aliás. E deveria ter autonomia administrativa para fazer isso.

Aconteceu bem diferente: o Tesouro não fez os repasses e o governo mandou a Caixa continuar pagando normalmente. Ou seja, nesse e em outros casos, como no abono salarial, o governo sacou a descoberto, pegou dinheiro por conta, prometendo cobrir o rombo mais à frente. Ora, isso é um empréstimo, é a Caixa financiando o Tesouro numa espécie de cheque especial.

Só que a operação não é assim registrada. Fica como um pequeno atraso, nada demais, pessoal. Qual o problema, se sempre se fez assim?

A novidade é que, pela primeira vez, um relatório diz o óbvio ululante: trata-se de um empréstimo e é ilegal. São as pedaladas. Fazendo isso repetidas vezes, o governo Dilma gastou sem registrar o gasto. Ficou devendo para Caixa, para o BB e para o BNDES, mas a coisa toda parecia normal, que estava tudo em dia. E para quê? Para gastar mais do que o autorizado pelo Congresso no Orçamento.

São duas ilegalidades. Primeira, empréstimos que não poderiam ser tomados. Segunda, gastos além dos autorizados na lei maior, a Lei do Orçamento.

A Responsabilidade Fiscal foi uma construção levantada depois do Real. Um conjunto de leis, normas e acordos cujo objetivo foi colocar limites, controles e transparência ao gasto público. Foi um aprendizado.

No início do governo FH, o Banco do Brasil recebeu um aporte de capital de R$ 9 bilhões, em dinheiro da época. Estava praticamente quebrado, justamente por causa das pedaladas. O governo federal abria uma linha de crédito subsidiado para um determinado setor, o BB adiantava os financiamentos e não recebia o ressarcimento do governo federal. Como hoje.

O governo fluminense e suas estatais se financiavam no Banerj e, claro, não pagavam nada. Que dívida? Por que pagar ao nosso próprio banco? O mesmo aconteceu com o Banespa. Resultado: quebraram os governos, as estatais e os bancos, atoladas em dívidas no final das contas financiadas pelo contribuinte.

Regras de ouro, portanto: o governo não pode se financiar no seu banco; tem que gastar menos do que arrecada; o gasto tem que ser autorizado pelo Congresso e transparente. A gestão Dilma desrespeitou tudo isso com manobras contábeis que procuraram esconder os fatos e iludir os contribuintes.

Muita gente registrou, apontou e denunciou as manobras. Mas o ministro Mantega e a presidente não estavam nem aí. Negaram as manobras até o fim. É impressionante. Pareciam ter absoluta confiança de que não ia dar em nada.

Daí a importância política do relatório de Augusto Nardes. É mais uma peça da crise atual, mas também é mais um sinal de como as coisas estão mudando. Não faz muito tempo, o TCU era uma aposentadoria de luxo para políticos. Hoje, o relatório ainda não foi votado, a presidente Dilma tem prazo para se defender formalmente, mas os dados levantados e apontados pelo relator já fizeram o serviço — o serviço de mostrar que o governante não pode fazer o que quer com o dinheiro dos outros.

Mas fica também um lado triste dessa história. Caramba, gente, essa irresponsabilidade já havia sido praticada, deixou estragos, foram corrigidos, com custos para o contribuinte, e... se faz tudo de novo?

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/pegaram-de-novo-16476401#ixzz3dQh0hPz2

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vaccari preso. Que isso significa?

Por: Luiz Flavio Gomes

A corrupção sempre existiu em todas as épocas e ainda acontece em todos os governos de todas as tendências ideológicas. A prisão de Vaccari (tesoureiro do PT), depois do mensalão, do petrolão etc., tem, no entanto, um significado específico (ainda que ela seja revogada prontamente). Seria o PT o partido mais corrupto da história? Quatro aspectos são relevantes tratar.
Primeiro: note-se que Vaccari não foi preso por ser acusado de ter colocado no seu bolso o dinheiro da corrupção. Isso pode também ter ocorrido. Mas sua prisão se deve primordialmente por ser tesoureiro do PT e por ter recebido a propina dos empreiteiros e outros apoiadores de campanha em nome do partido para a manutenção dele no poder. Isso significa que a corrupção do PT é sistêmica. José Murilo de Carvalho (no livro Corrupção – Ensaios e críticas – Humanitas) fez um interessante balanço histórico da corrupção. Afirma que a corrupção muda de sentido conforme cada época. No Império (1822-1889) e na Primeira República (1889-1930), o sistema todo era tido como corrupto. Não se acusava D. Pedro II, sim, o sistema. Não se acusava um único presidente da Primeira República, sim, o sistema. Não eram acusações individuais, sim, sistêmicas.



A partir de 1945, com a UDN, houve uma mudança na percepção da corrupção: ela passou a ser individualizada (Getúlio é um corrupto, diziam seus opositores). Trata-se de uma concepção moralista-individualista. O golpe civil-militar de 1964 também falava em limpar os corruptos (sonho nunca realizado, evidentemente). Collor de Melo era o caçador de “marajás”. No governo do PSDB (1994-2002) algumas foram acusadas de corrupção (para seus opositores, o sistema inteiro seria corrupto). Com o PT voltou de forma clara a percepção sistêmica da corrupção (o que afeta o modelo democrático-representativo como um todo, que foi “comprado” não somente pelos barões-ladrões, senão também pelo próprio partido).

Segundo aspecto relevante: diz respeito à independência da atuação da Justiça (Polícia Federal, Ministério Público, Juízes e Tribunais). Pela primeira vez na história os cleptocratas (acusados de ladroagem das classes sociais poderosas) são presos e encurralados às dezenas concomitantemente. Quanto melhor funciona a Justiça mais percepção se transmite da certeza do castigo. É essa certeza do castigo que pode ter relevância na prevenção da corrupção (junto com educação e medidas preventivas concretas). Não adiante apenas mudar a lei. É a certeza do castigo que vale (isso já era dito por Beccaria em 1764, mas até hoje não foi aprendido pelos demagogos nem pelos que acreditam otariamente neles).

Terceiro: no campo probatório está acontecendo uma verdadeira revolução, em razão das delações premiadas. Elas mostram o caminho do crime (bem como das provas). A PF não conseguiu muitas provas por si só. Foram as delações “revolucionárias” que possibilitaram isso. Mudança copérnica no sistema judicial.

Quarto: se a corrupção do PT está sendo percebida como sistêmica (corrupção para a preservação do partido no poder), isso tem reflexos políticos diretos em todo o partido. E alcança, logicamente, Dilma e Lula. O PT, de acordo com suas próprias pesquisas internas, nos últimos meses afundou em termos de credibilidade. Então podemos chegar ao impeachment? Algo difícil neste momento, porque apenas as classes médias estão nas ruas protestando. Elas não estão tendo o apoio nem das classes baixas (subalternas, oprimidas, marginalizadas) nem das classes dominantes (que estão encurraladas pela corrupção). No momento do impeachment de Collor todos estavam contra ele, a começar pelo Congresso Nacional. Dilma, dividindo o poder com o PMDB (melhor entregar os anéis que perder os dedos), assegura, por ora, sua permanência no poder. As classes médias, para conseguirem mudanças políticas dependem de apoios tanto dos de cima (dos ricos) como dos de baixo (pobres e miseráveis). A opinião pública (classe média) só consegue avanços quando conta com a opinião publicada (dos ricos, que mandam na grande imprensa) bem como com a opinião popular (classes subalternas, oprimidas e marginalizadas).

segunda-feira, 16 de março de 2015

A PresidAnta Amarelona



Após 1,8 milhão de brasileiros sair às ruas contra seu governo, a presidente Dilma Rousseff amarelou como de costume. O show de cinismo na TV ficou por conta de José Eduardo Cardozo, seu advogado administrativo disfarçado de ministro da Justiça, e Miguel Rossetto, secretário-geral da presidência.

Na minha rua, o panelaço foi forte. Eu contribuí com vaias.

No desespero, Cardozo agora – agora! – implora pelo diálogo em nome do governo, dizendo-se aberto a ouvir propostas. Temos uma: o impeachment de Dilma Rousseff.

O problema é que Rossetto chama de golpista quem defende o impeachment. Ou seja: Lula.

Cardozo, pelo menos, condena quem manifesta ódio. Ou seja: Lula.

O advogado de Dilma também fala em encontrar alternativas junto à oposição para enfrentar “aqueles para quem quanto pior, melhor”. Ou seja: Lula.

Dois dias após os petistas pagarem seus pelegos e outros não trabalhadores para se manifestarem a favor da “reforma” fundamental ao projeto de poder do PT, Rossetto passou a coletiva citando a pauta dos manifestantes pagos como reivindicações legítimas da sociedade.

Detalhe: o ato do PT teve 8 mil pessoas. São cerca de 1,792 milhão de pessoas a menos que o ato deste domingo, durante o qual muitas gritavam: “Eu… vim de graçaaaaa!”

Para completar, Cardozo disse que o governo era para todos os brasileiros. Aham.

Todos os 7% que recebem bolsa-manifestação para aprovar a amarelona.

quinta-feira, 12 de março de 2015

OAB em São Paulo declara apoio às manifestações ‘contra mazelas do País’

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA OAB EM SÃO PAULO

“A Secional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, em face das manifestações anunciadas para ocorrer nos próximos dias em todo o país, vem reiterar que a liberdade de manifestação, que deve sempre exercida de forma pacífica, sem violência, é garantida pela Constituição do Brasil e é inerente ao Estado Democrático de Direito, sendo direito do cidadão externar suas indignações, notadamente contra as mazelas de nosso país, devendo ser respeitado por todos, especialmente pelas autoridades públicas.

A OAB SP se solidariza com as manifestações contra as práticas inaceitáveis de corrupção, conclamando as autoridades, especialmente o Poder Judiciário a, com independência e isenção, assegurados os preceitos constitucionais do direito à ampla defesa, presunção de inocência e o devido processo legal, da celeridade processual e da transparência, punir, nos termos da lei, os que cometeram esse crime tão odioso e que tanto prejuízo tem trazido para o desenvolvimento social e econômico de nosso país.

Marcos da Costa

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secional São Paulo
São Paulo, 12 março de 2015″


Igual a Rabo de Burro, para trás e para baixo!



Apenas 7% dos brasileiros com direito ao voto consideram bom ou ótimo o governo de Dilma Rousseff, constatou a pesquisa monitorada diariamente pelo Palácio do Planalto. Nunca antes neste planeta um governante eleito nas urnas despencou para um índice tão desastroso ainda nos primeiros 100 dias de mandato. É mais que um recorde mundial de impopularidade. É uma marca de tal forma impressionante que só a própria campeã parece capaz de superá-la.

Cinco observações comprovam que os 7% de Dilma equivalem a completar a prova dos 100 metros rasos em 7 segundos:

1. Pela primeira vez desde a invenção da pesquisa de popularidade, a taxa de aprovação do chefe de um governo em seu começo coube num algarismo só.

2. Para descer a um dígito, Dilma teve de reduzir a taxa de bom ou ótimo em 40 pontos percentuais num período inferior a quatro meses.

3. A presidente reeleita no fim de outubro com mais de 54 milhões de votos não iria além de 10 milhões neste começo de março.

4. Os 51 milhões que votaram contra o PT no segundo turno vão chegando a 70 milhões.

5. Às vésperas do impeachment, Fernando Collor desceu a 15% de bom ou ótimo ─ mais que o dobro da marca da nova recordista.

Se o regime fosse parlamentarista, o poste fabricado por Lula teria caído fora do Planalto duas semanas depois da posse. Se o Código do Consumidor fosse incorporado à legislação eleitoral, milhões de iludidos pela propaganda enganosa estariam exigindo aos berros a devolução do voto desperdiçado num produto de quinta categoria. Como nestes trêfegos trópicos vigora o presidencialismo imperial, Dilma e o PT sonham com mais quatro anos de tapeação.

Apavorados com o sucesso do programa Minha Cara, Minha Vaia, insones com as manifestações de rua que ampliarão a campanha pelo impeachment ou pela renúncia da presidente, os farsantes no poder vão decerto fingir que esses 7% são consequência da crise econômica internacional. Nada a ver com a incompetência sem precedentes, nem com a roubalheira monumental do Petrolão. É dura a vida de quem enfrenta a elite golpista.

Os jornalistas estatizados juraram até ontem que toda demonstração de hostilidade a Dilma é coisa de gente rica, que usa panela francesa, tem a barriga cheia e odeia a presença de ex-miseráveis em aeroportos. Segundo o coro dos colunistas contentes, o que há é uma guerra movida pelos endinheirados contra os desvalidos e os humildes, que continuam apaixonados por Lula e sua afilhada.

Se é assim, a imprensa oficial logo enxergará o lado bom do recorde desmoralizante: visto de perto, é uma prova que o lulopetismo cumpriu a promessa de acabar com os pobres. Pelos números da pesquisa, entre os brasileiros que votam restam só 7%.
* Texto de Augusto Nunes

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores


Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Link: http://www.vagalume.com.br/geraldo-vandre/pra-nao-dizer-que-nao-falei-das-flores.html#ixzz3UDZ6pDW4

Não Ficará pedra Sobre Pedra!



Editorial do Estadão



Dilma e o PT vivem seu inferno astral. Enquanto em Brasília, em depoimento à CPI da Petrobrás, o delator Pedro Barusco desarmava a artimanha petista de transferir a responsabilidade pela corrupção na estatal para o governo de Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo funcionários dos estandes do 21º Salão da Construção, no Anhembi – faxineiros, marceneiros, recepcionistas, assistentes administrativos, etc. – recebiam com estrepitosa vaia a presidente Dilma Rousseff, que antes da abertura do pavilhão de exposições ao público tentava percorrer os estandes da mostra e viu-se constrangida a mudar de ideia.

O episódio na Câmara frustrou as expectativas petistas de trazer a oposição tucana para o centro do escândalo da Petrobrás e revelou a medida do isolamento a que os companheiros de Lula no Congresso Nacional foram relegados pelos próprios “aliados”. Quando vazou o depoimento do ex-gerente da petroleira, prestado à força-tarefa da Operação Lava Jato, em que admitiu que desde 1997 – durante o governo FHC, portanto – recebera propina das empreiteiras, o PT animou-se com a oportunidade de colocar em prática a velha tática: quando não se consegue sair do buraco, atrai-se o inimigo para dentro dele. Barusco manteve-se coerente com seu depoimento anterior, garantindo que em 1997 agiu por conta própria e que o amplo esquema do propinoduto só foi criado a partir do início do governo Lula, “em 2003 ou 2004″.

Ninguém da “base aliada” se deu ao trabalho de dar uma ajuda aos petistas, que chegaram quase à histeria na patética tentativa de convencer Barusco a incriminar o governo FHC. Foi mais uma demonstração do alto preço que o governo Dilma e o PT estão pagando por terem imaginado que, respaldados pelo resultado das eleições presidenciais, poderiam tratar os partidos aliados como subalternos a seu serviço.

As vaias do Anhembi, por sua vez, desmontaram o argumento petista de que a oposição a Dilma Rousseff se restringe à “burguesia” e à “classe média alta” – aos brasileiros ricos, enfim. A visita de Dilma ao Salão da Construção foi planejada com cuidado, exatamente para evitar a exposição da presidente a um público hostil em território francamente antipetista. Para evitar contato com os visitantes, agendou-se a visita presidencial para antes da abertura do pavilhão ao público. Mas não contavam os especialistas do Planalto com a reação das centenas de funcionários das empresas expositoras que já se encontravam no recinto. O resultado foi que Dilma permaneceu apenas cerca de cinco minutos no local e foi levada rapidamente de volta ao carro oficial, que a levou para o auditório onde se realizaria, apenas para convidados, a solenidade de abertura oficial do evento. E depois de ter sido vaiada pelos empregados no pavilhão, a presidente foi elogiada no auditório pelos patrões que se dispuseram a fazer declarações aos jornalistas.

No discurso de meia hora que fez diante de um público que ocupava apenas metade da plateia, Dilma fez uma pequena concessão à vida real, ao admitir que “é verdade que o Brasil passa por um momento difícil”, mas voltou rapidamente a sua visão onírica do País para garantir que “nem de longe vivemos uma crise das dimensões que alguns estão dizendo”. E não se estendeu sobre a gênese da crise, preferindo atribuí-la, como de hábito, a circunstâncias “conjunturais”.

O episódio do Anhembi deixou alarmada a equipe que acompanhava Dilma. O ministro Thomas Traumann, chefe da Secretaria de Comunicação Social, não disfarçou a irritação ao afirmar que Dilma tinha caído “numa armadilha”.

Se armadilha houve, a culpa é dos estrategistas do governo e do PT, entre eles Lula e o marqueteiro João Santana, que recomendaram à presidente que ativasse a agenda de compromissos fora do palácio e de Brasília, para “entrar em contato” com o povo. Pelo jeito esse contato não voltará a ser feito tão cedo em São Paulo. Na reunião convocada às pressas para aquela noite em Brasília, com a presença de Lula, chegou-se à conclusão de que o episódio do Anhembi foi um fenômeno “paulista”. É o novo rótulo inventado para desqualificar as manifestações antigoverno e antipetistas, já que “burgueses” e “classe média alta” não combinam com as fotos do Anhembi fartamente estampadas na mídia.


12/03/2015

Em Breve, em todo o Brasil!!!!


Quem não tem fã, contrata!!!




É o caso de Dilma Rousseff, cujo governo é considerado “bom ou ótimo” por menos de 10% da população brasileira. Nas medições diárias do Palácio do Planalto, a avaliação já caiu para a marca de 1 dígito nesta semana, segundo Merval Pereira, jogando no chão a popularidade que havia despencado de 42% em dezembro de 2014 para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha.

Dilma, agora, tem um índice menor que o do ex-presidente Fernando Collor seis meses antes de a Câmara dos Deputados autorizar o processo de impeachment, no final do segundo ano de mandato. Collor chegou a 15% de avaliação positiva naquela ocasião, depois de ter tido a expectativa inicial de 71% da população de que faria um governo bom ou ótimo.

Com apenas 1 dígito, Dilma teme mais do que nunca as vaias, especialmente após recebê-las no Anhembi, em São Paulo, de manifestantes de todas as classes sociais que o PT tentou rotular de “golpistas burgueses”. “Essa bruxa já foi embora?”, perguntou uma faxineira, antes de explicar à Folha o motivo de vaiar a presidente: “É simples: estou cansada de trabalhar e não ter nada. Tudo em que ela mete a mão dá errado”. Um vendedor de refrigerantes completou: “Eu moro em Mogi e lá todo mundo aderiu ao panelaço (durante discurso de Dilma na TV no domingo)”.

Acuado, o governo “não descarta a possibilidade de repensar” a viagem a Belo Horizonte, marcada para a sexta-feira, porque, segundo a coluna Radar, o evento é ao ar livre e isso comporta riscos obrigatoriamente maiores.

Maiores, por exemplo, do que os riscos da visita desta quarta ao Acre, quando o PT convocou funcionários públicos e cerca de 250 militantes para aplaudir Dilma no aeroporto e evitar que os manifestantes chegassem perto dela. Para isso, contou com o apoio da PM, que montou barreiras nas vias de acesso, dificultou a chegada ao saguão e proibiu a entrada de panelas.

“Militantes nossos tiveram os carros revistados. Fomos coibidos pela máquina do Estado”, afirmou o organizador do protesto contra a presidente, Breno Carrillo, explicando à Folha o cancelamento do ato. As oito pessoas que não desistiram e conseguiram passar com apitos e cartazes foram separados dos militantes petistas por barreiras da PM.

José Eduardo Cardozo, o advogado administrativo de Dilma disfarçado de ministro da Justiça, pediu aos manifestantes que sairão às ruas no dia 15 de março em todo o Brasil que “não fizessem ação de ódio, de raiva” - assim como fazem o MST e o MTST sem que Cardozo nunca tenha feito apelo semelhante – e implorou: “Vamos nos tolerar”.

De fato, o Brasil não tolera mais o governo Dilma. E manifestar essa saudável intolerância, sem se igualar ao PT na forma, nunca será um ato de ódio ou raiva, mas, sim, de amor ao país.

Não há dinheiro que compre o nosso grito.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Da Série, não entendeu, eu desenho!


Antes Tarde do que Nunca!

A Executiva do PSDB declarou nesta quarta-feira apoio às manifestações contra o governo marcadas para o próximo domingo. 

A Executiva do partido aprovou uma resolução em que expressa seu apoio ao movimento apartidário. "O PSDB se solidariza com as manifestações de indignação dos brasileiros diante da flagrante degradação moral e do desastre econômico e social promovido pela presidente Dilma Rousseff", diz a nota elaborada pelo partido e assinada pelo presidente Aécio Neves. Do site da revista Veja
                                 
 NOTA OFICIAL DO PSDB 

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se solidariza com as manifestações de indignação dos brasileiros diante da flagrante degradação moral e do desastre econômico-social promovidos pelo governo Dilma Rousseff.
O PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

Mais do que uma garantia constitucional, a liberdade de pensamento e de crítica é fundamento essencial para o fortalecimento da vida democrática e o enraizamento social dos valores republicanos.

O PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação, e tentam convencer a população de que a crítica aos governantes se confunde com atentados contra a ordem institucional e o Estado de Direito.

Na verdade, ao contrário de que alguns tentam fazer crer, os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas não defendem um terceiro turno, mas a rigorosa apuração de responsabilidades sobre a corrupção endêmica incrustrada no corpo do estado nacional, e cobra o abandono dos compromissos assumidos publicamente com a população. São manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

Acreditamos que a participação popular melhora as instituições e eleva os padrões de governança pública. Por isso, o PSDB, através de seus militantes, simpatizantes e várias de suas lideranças participará, ao lado de brasileiros de todas as regiões do país, desse movimento apartidário que surge do mais legítimo sentimento de indignação da sociedade brasileira.

O PSDB reitera seu compromisso com todos os que desejam um país mais forte, íntegro, justo, solidário e democrático.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB
Senador Cássio Cunha Lima
Líder do PSDB no Senado Federal
Deputado Carlos Sampaio
Líder do PSDB na Câmara dos Deputados

Sem Pão com Mortadela.....



De acordo com O Globo, o governo pediu à Central Única dos Trabalhadores que cancelasse a manifestação marcada para sexta-feira (13). A pedido da Dilma, o ministro Miguel Rossetto reuniu-se com os dirigentes da CUT e pediu reiteradas vezes a suspensão, para que ele não sirva de base para levar mais pessoas às manifestações contra  governo marcadas para domingo (15).

Fontes ligadas ao governo afirmam que será muito ruim se os protestos da CUT levarem 500 pessoas às ruas e a manifestação de domingo, milhares. “Para efeito de comparação, será esmagador”, disse.

terça-feira, 10 de março de 2015

Porque não te calas?

A cada tentativa de criar algum fato político favorável ao governo, Dilma piora sua situação. Ela não compreende que as manifestações são atos espontâneos de indignação

A inépcia de Dilma Rousseff para governar o país é evidente e está comprovada em números. Já sua incapacidade de comunicar-se com a população revela-se episodicamente: basta ela abrir a boca em público. É certo que, a cada tentativa de estabelecer algum fato político favorável ao governo, a presidente piora sua situação, como aconteceu no domingo.

A pretexto do Dia Internacional da Mulher, a petista usou rede nacional de rádio e televisão para defender as medidas do arrocho fiscal. Foi tão enganosa e insincera que colheu, em tempo real, uma das mais explícitas desaprovações que se tem notícia no país, um panelaço gigante. Pôs mais lenha na fogueira da insatisfação contra ela.

Mostra de sua inépcia, no dia seguinte ao pronunciamento Dilma estava falando às câmeras de TV sobre o risco de sofrer impeachment, com o que ganhou todas as manchetes do dia. Ou seja, o enredo saiu totalmente do script bolado pelo marketing petista.

Os protestos que se vê e ouve nas ruas são sinais da cidadania. São manifestações democráticas, dentro dos limites institucionais, que ecoam a indignação dos brasileiros com o estado atual das coisas. Mas para Dilma e o PT não passam de afrontas ao poder constituído.

Para a presidente, trata-se de coisa de quem busca um "terceiro turno" para as eleições que ela, com todas as suas armas sujas, venceu em outubro passado. Para o PT, são mera "orquestração de viés golpista" promovida pela "burguesia" e pela "classe média alta". É esta, pois, a maneira como eles convivem com o contraditório.

O que Dilma e a turma dela parecem não haver compreendido é que as manifestações são atos espontâneos de quem não suporta mais a incapacidade latente do governo para lidar com o momento de dificuldade que o país atravessa. Mais: de quem não aguenta mais ligar a TV e ver que o comando do país vem sendo movido à base de grossa corrupção.

Com sua inépcia para tratar do momento delicado, Dilma está conseguindo transformar o que era dificuldade econômica numa crise política. Os descaminhos do governo da petista aumentam o custo do ajuste e dificultam ainda mais a vida de quem trabalha e produz.

Haja vista que todos os prognósticos para a economia do país pioraram desde que a presidente iniciou seu segundo mandato. A inflação aproxima-se dos 8%, longe até do teto da meta. O crescimento será negativo, com previsão agora já na casa de -0,7% - mas é possível que o tombo acabe sendo o dobro disso.

Desnorteada, a presidente da República novamente recorrerá a seu tutor. Mas é certo que não será nos maus conselhos de Lula que Dilma encontrará alguma luz a iluminar seu governo. Seria melhor que ela interpretasse melhor o que vem das ruas, antes que não lhe sobre mais tempo algum.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Vamos dar um empurrãzinho.....

Como todos os leitores bem sabem, pelo menos os mais atilados e bem informados, a Folha de São Paulo é órgão oficial do PT. E quando o calo petralha começa a doer entra em campo a colunista Mônica Bergamo, da Folha, que é mui amiga da Dilma, para providenciar um linimento sobre a calosidade vermelha entumescida.
A novidade, afirma Bérgamo, é que a Dilma estaria em busca de um ‘consenso nacional’ para não ter de sair pela porta dos fundos do Planalto. Esse consenso, segundo a colunista petista, incluiria o PSDB e os interlocutores seriam FHC e José Serra.
Espera-se que essa notícia seja apenas um balão de ensaio. Se não procede, FHC e Serra devem, por certo, manifestar-se nesta sexta-feira. 
Se ficarem calados aquecem o caldeirão de insatisfação popular que deve transbordar para as ruas na grande manifestação marcada para este 15 de março e serão alvos, evidentemente, da ira popular.
Ah! A mesma colunista do PT formula uma daquelas notinhas marotas dando uma cacetada no Aécio Neves. 
Seja como for, os fatos indicam 100% que Lula, Dilma et caterva do PT serão derrubados do poder. Sim, a situação é grave. E a cada minuto que passa torna-se pior. É algo nunca visto antes na história do Brasil. É terra arrasada. Chegou-se a uma situação que só a derrubada total do PT do poder salvar o Brasil e os brasileiros. Por isso mesmo em 15 de Março os brasileiros estarão nas ruas não só de São Paulo e Rio de Janeiro, mas em todos os cantos e recantos do Brasil.
Leiam o que diz a colunista:
NAQUELA MESA
A rápida deterioração do quadro político e o agravamento da crise econômica podem obrigar Dilma Rousseff a buscar um pacto político no país, esforçando-se para incluir nele o PSDB. A ideia já é discutida entre dirigentes e ex-ministros do PT.
EMPURRÃO
O empurrão viria de setores empresariais e financeiros com pânico da recessão (só o setor de máquinas e equipamentos prevê demitir 30 mil neste ano). E também de lideranças políticas atingidas pelo aprofundamento da crise. Nesta semana, milhares de professores em greve saíram às ruas no Paraná para protestar contra o governador tucano Beto Richa, por exemplo.
EMPURRÃO 2
A possibilidade de rodízio de água em SP também coloca o governo do tucano Geraldo Alckmin em alerta, pelo potencial de turbulência social que a medida pode gerar.
EMPURRÃO 3
Além de governadores do PSDB, também José Serra (PSDB-SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso são vistos como possíveis interlocutores de um diálogo emergencial para que o caldo não entorne de uma vez.
ÁGUA FRIA
A exclusão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da lista de envolvidos no escândalo da Operação Lava Jato frustrou boa parte do governo e do PT. O procurador-geral, Rodrigo Janot, que fechou o documento, não guardou segredo quanto ao fato de o tucano estar citado em delações premiadas. Isso foi entendido como um sinal de que ele não pouparia o tucano.

quinta-feira, 5 de março de 2015

A dama e o vagabundo!

Quem conhece vagabundo sabe que este tipo de gente não quer nada com a dureza. São pessoas acomodadas e invejosas, que estão sempre de olho naquilo que os outros construíram.
O vagabundo, que nunca fez nada de útil na vida, morre de ódio quando vê um jovem bem vestido, com um bom carro e uma linda namorada. O desejo do vagabundo é roubar tudo que o outro tem. Para justificar sei ódio e inveja, ele afirma tratar-se de um playboy, filhinho da papai sonegador.
O vagabundo não quer saber se aquele jovem trabalhou desde cedo para ter o que tem. Ele não quer saber se, enquanto jogava sinuca, aquele jovem engraxava sapatos para custear os estudo e ser alguém na vida. O vagabundo não quer saber a verdade. Ele apenas se coloca no papel de vítima do “sistema” para justificar todo o ódio e inveja que daqueles que produzem.
O vagabundo está sempre se “vitimizando”. Individualmente ou de forma coletiva, quando quer convencer os outros a aderirem à seus métodos. Para o vagabundo, não existem pessoas honestas. em sua visão distorcida do mundo, todos são “falsos moralistas” De acordo com esta ótica, aquele que supostamente cometeu algum deslize na vida é tão ou mais vagabundo que um outro que vive no crime. Um pequeno erro de alguém é suficiente para justificar seus eternos delitos.
Esta é a cultura do PT. Apesar de ostentar o pomposo nome de “Partido dos Trabalhadores”, nenhum de seus fundadores era de fato um trabalhador. Eram burgueses que também não queriam nada com a dureza. Lula também não era um trabalhador e logo encontrou um jeito de ficar à toa. Após o trágico “acidente” onde perdeu um importante membro da anatomia, Lula conseguiu se aposentar e encontrou um “trabalho” mais à altura de seu talento. Como os fundadores do PT precisavam de um “trabalhador”, chamaram o Lula para ser o líder do partido.
Logo, outros elementos que não queriam nada com a dureza se juntaram ao partido que tinha como cultura contestar o fruto do esforço dos outros em nome dos trabalhadores de verdade.
Desde jovem, Lula sempre invejou seus patrões e sempre desejou ser como eles. O ódio que habita o coração do vagabundo contaminava o coração de Lula, que sempre se referiu ao “ricos” como “eles das zelite”, assim como o vagabundo chama qualquer pessoa bem sucedida de “playboy”, não importando se esta pessoa se sacrificou para ter uma vida melhor.
Para o vagabundo, existe sempre o “nós” e o “eles”. “nós”, os oprimidos e “eles”, os playboys, os mauricinhos, os coxinhas. O vagabundo sempre encontra uma conotação pejorativa para as pessoas honestas. A ideia é difamar as pessoas com o objetivo de justificar a própria falta de ética e honestidade.
A conclusão a que se chega.
Nos discursos de Lula, a expressão “Eles” é bastante comum. “eles roubam e saqueiam o Brasil há mais de 500 anos” é uma frase clássica e sempre presente em suas falas.
Alguém precisa lembrar ao Lula que foram os “eles” quem construíram o país. Apesar de seus “supostos” deslizes, foram eles quem construíram as rodovias, ferrovias, pontes, portos, aeroportos e praticamente toda a infraestrutura que viabiliza o Brasil de hoje.
Foram “eles” quem construíram as cidades do Brasil, com seus hospitais, escolas e universidades.
Foram “eles” homens como Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961), que tinha como slogan de campanha “50 anos em 5”, Focado para o desenvolvimento econômico e a política de industrialização. Expandiu-se a infra-estrutura de rodovias, ferrovias e portos, energia elétrica, armazéns e silos.
Demonstrou sensibilidade com o sofrimento do povo do nordeste ao criar Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e promoveu a interiorização, através de uma rede de estradas e da mudança da capital para Brasília, e iniciou a fase de implantação de industrias de bens de consumo duráveis e de bens de produção. Instalaram-se as industrias automobilísticas, de eletrodomésticos, de construção naval, de mecânica pesada, de cimento, de papel e de celulose.
Entre “eles” está ainda Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), que propôs a elaboração de um Estatuto do petróleo e construiu as primeiras refinarias do país, realizou a companhia Hidrelétrica do São Francisco, a ativação da usina de Paulo Afonso, a ligação rodoviária de São Paulo com o Rio de Janeiro, e também encampou em 1950 a estrada de ferro Leopoldina, procedeu o recenseamento geral do país, realizou em Petrópolis, a Conferencia Interamericana, de repercussão continental, determinou o fechamento de todos os cassinos e a proibição do jogo em todo o território nacional e elaborou a Constituição de 1946.
Ao se referir à “eles” que roubam o Brasil há mais de 500 anos, segundo Lula, não podemos esquecer de Getulio Dorneles Vargas (1930-1945/1951-1954) que governou o país na ditadura e na democracia, e foi reconhecido como o “pai dos pobres”.
Vargas foi responsável por transformar um país oligárquico em uma democracia emergente, onde os primeiros passos de seu governo foram o combate a corrupção administrativa, a reforma do ensino e a ampliação das leis trabalhistas.
Criou os ministérios da educação e Saúde. Estabeleceu o voto feminino, o voto secreto, a representação proporcional dos partidos, a justiça eleitoral e a representação classista, eleita pelos sindicatos.
Criou ainda a Justiça do Trabalho. Por intermédio do imposto sindical, instituiu o salário mínimo e criou uma legislação trabalhista capaz de ajustar a mão-de-obra egressa do meio rural às condições do trabalho urbano.
Vargas tornou possível o controle sindical e a neutralização política do proletariado nascente, a expansão dos empreendimentos capitalistas, gerando uma economia em franco processo de industrialização.
Vargas aucançou auto suficiência no setor de aço, quando, Em 1940, iniciou projetos da instalação de uma siderúrgica de capital integralmente nacional e prioritariamente publico. Instalada no município de Volta Redonda RJ, a companhia Siderúrgica Nacional (CSN) entrou em operação em 1946, em seu segundo governo Vargas criou a Petrobras em 1953, propôs a elevação de 100% do salário mínimo, o que representava um ganho real para o trabalhador e criou a Eletrobras em 1954.
Sem demonstrar nenhum respeito com todos “Aqueles” homens e mulheres que fizeram do sacrifício um exercício diário na construção do Brasil ao longo dos últimos 500 anos, Lula abusa da soberba ao afirmar ser melhor que “eles”.
Agora, Lula e o PT destroem boa parte daquilo que foi construído por aqueles que tenta desmerecer, como a indústria siderúrgica que está falindo em todo o país por conta do alto custo da energia. O PT de Lula e Dilma também querem destruir as Leis trabalhistas, com a limitação e cassação de direitos sagrados do trabalhador. O PT de Lula e Dilma já fecharam 243 hospitais no Brasil e conseguiram levar para Brasília a maior geração de corruptos de toda a história deste país. Por fim, a ganância do PT de Lula e Dilma estão também destruindo a Petrobras criada por mais um daqueles que Lula tenta parecer melhor.
Trata-se do verdadeiro complexo de vagabundo, aquele que está sempre de olho naquilo que os outros construíram. O vagabundo, quando coloca as mãos sobre algo que não foi fruto de seu esforço, usa, abusa e destrói. A generalização de Lula vem da inveja, do ódio e da falta humildade em reconhecer o mérito alheio. Coisa de vagabundo.
Portanto,  quando Lula se referir à “nós”, tenha cuidado, pois ele está querendo dizer que você também faz parte de sua turma e com isso se sentir autorizado a continuar destruindo o país.
@muylaerte

Oração do Petista

Fazei de mim o instrumento
Do golpe na Constituição
Para garantir mais uma reeleição…
Onde houver mutreta…
Que eu mostre a maleta;
Onde houver gorjeta…
Que seja minha teta…
Que eu tenha dor na munheca de tanto encher a cueca;
Em cada licitação…
Que alguém molhe a minha mão
E que no meu endereço…
Vença o meu preço;
Onde houver crachá…
Que não falte o jabá…
Onde houver ócio….
Que eu feche o negócio;
Onde houver propina,
Que não chamem a Dona Lina,
Mas sem se esquecer do MST, das ONGs e do PT…
Onde houver colarinho branco….
Que dobre o lucro do banco;
Onde houver esquema…
Cuidado com o telefonema;
E quando tocar o sino…
Chamem o Genoíno;
Se mexerem no meu…
Que venha o Zé Dirceu
E, se a proposta for chula, lembrai do custo do Lula.
Ó Mestre,
Que eu tenha poder para corromper e ser corrompido…
Porque é sonegando que se é promovido
E mentindo que se vai subindo…
Pois enquanto o povo sofre com imposto e inflação,
O índio passa o facão, o sem terra faz a invasão,
A base aliada entra na negociação
E a gente mete a mão…
E que a pizza seja feita pela vossa vontade
Enquanto a grana
Da publicidade
Levar o povo a aceitar nossa desonestidade
e livrai-me de toda CPI, desviar verba também do FMI, Amém!