quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Se cavar achar!



Aumentou o número de empresas do consórcio que reformou de graça para Lula o sítio que ele jura que não é dele, mas de terceiros.

Eram três até ontem – OAS, Odebrecht e a Usina São Fernando de José  Carlos Bumlai, migo de Lula, benfeitor de sua família, preso desde o final de novembro último pela Operação Lava-Jato.

A Folha de S. Paulo, em sua edição de hoje, confirmou o que o jornal Valor havia publicado, mas foi além: a Oi fez parte do consórcio.

Amigo de Lula, o ex-sindicalista José Zunga Alves de Lima foi o responsável por conseguir a instalação, em 2010, de uma antena de celular da Oi próxima ao sítio da família Lula em Atibaia, interior de São Paulo.

Em 2005, a Oi comprou por R$ 5,2 milhões participação minoritária na Gamecorp, empresa de Fábio Luís, um dos filhos de Lula.

Três anos depois, segundo a Folha, Lula mudou a Lei Geral das Telecomunicações para permitir que a Oi comprasse a Brasil Telecom.

A antena de celular foi um presente dado a Lula por Otávio Marques de Azevedo, presidente da AG Telecom, uma das controladoras da Oi e parte do grupo Andrade Gutierrez.

A Andrade é acusada de participar do saque à Petrobras, assim como a OAS e a Odebrecht. Azevedo, principal executivo do grupo, ficou preso por quase oito meses e é réu por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Para construir a antena, a Oi alugou um terreno a cerca de 100 metros da entrada do sítio. Estima-se que a obra custou cerca de R$ 1 milhão entre equipamentos, licenças e taxas.

A Anatel informou à Folha que a antena está equipada com tecnologias 2G e 3G, que permitem chamadas de voz e acesso à internet. Nenhuma outra operadora de celulares cobre a zona rural de Atibaia.